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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Mudança organizacional

Gestão de mudança organizacional é essencial para o sucesso das empresas

Em 25 de abril, a notícia da compra da Brasil Telecom pela Oi agitou o mercado das telecomunicações. As discussões em torno da aquisição não chamaram a atenção somente dos empresários do setor. Após o anúncio da negociação, um processo comum a este tipo de caso, mas nem sempre sadio, aconteceu: de acordo com reportagem da revista Exame, executivos da BrT deixaram seus cargos para trabalhar em outras empresas.

Quando ocorre uma fusão entre corporações, ambas as partes envolvidas precisam estar preparadas para lidar não apenas com as mudanças estruturais, mas também com o processo de transição dos chamados "ativos intelectuais" - profissionais competentes para os quais a organização deve se manter atenta, caso contrário rapidamente encontrarão uma posição em alguma concorrente.

Porém, não são apenas as grandes empresas que estão expostas a esse tipo de situação. Impactos causados por mudanças encaradas como de menor proporção, como a implantação de um novo software, mesmo que em um setor específico da organização, podem gerar problemas de grandes proporções à instituição e aos seus colaboradores.

Quando mal conduzidas, quaisquer ações da companhia acabam levando muito mais tempo e envolvendo mais gastos do que o previsto. O papel da corporação durante uma crise é cuidar da Comunicação em todos os níveis, ser transparente e se colocar à disposição para responder às questões dos funcionários - que se sentem inseguros nesses tempos de mudanças. E esse é o momento em que a empresa precisa agir rapidamente, mostrando qual o problema que está ocorrendo e quais as medidas necessárias para sanar a dificuldade.

É nesta fase que entra em cena o Organizational Change Management ou a Gestão de Mudança Organizacional. O que ocorre é que, muitas vezes, a empresa identifica uma boa estratégia de negócios, um bom posicionamento de mercado, no entanto, negligencia a importância de avaliar o impacto, capacitar e alinhar a organização com a nova dinâmica - pessoas, processos e tecnologia - e o efeito é devastador. Pois se estiver completamente desalinhada com a nova visão, a empresa acaba asfixiada rapidamente.

No Brasil, o conceito de gestão de mudança organizacional ainda é tema que necessita ser melhor esclarecido e contextualizado, embora em outros países a figura do CTO - Chief Transformation Officer, algo como Diretor de Gestão de Mudança Organizacional - já seja uma realidade. Há um entendimento de que mudança organizacional se restringe a comunicar a organização a respeito das mudanças. Como exposto, comunicar é um aspecto importante e faz parte do processo, porém, há outros temas complexos envolvidos e extremamente pertinentes. Quando uma empresa inicia um programa de Gestão de Mudança isso significa que ela está buscando reinventar toda sua estrutura organizacional, o que impactará em sua cultural corporativa. O gerenciamento de todo esse processo é tido como um dos principais fatores de sucesso dos projetos no âmbito de negócios.

A Gestão de Mudança Organizacional
De forma resumida, o conceito consiste em quatro ações importantes que devem ser realizadas. São elas:

  • Mapear os impactos gerados pela mudança para uma atuação focada e eficaz;

  • Alinhar a estrutura da empresa a nova rotina organizacional, com foco no aumento do nível de desempenho;

  • Preparar a organização para que, no "vale do desespero", ela venha a ter condições de reagir e interpretar a queda como parte do processo de mudança, sem perda do controle da situação, e assim

  • Promover a redução do tempo de recuperação do desempenho em relação à situação anterior ao marco da mudança.

F.R. Gomes - iMasters

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Contabilidade

CONTABILIDADE

É a ciência que estuda e pratica, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza econômica. (Prof. Hilário Franco)

A Contabilidade permite o controle da movimentação do Patrimônio das empresas. O Patrimônio de uma empresa é movimentado em função dos acontecimentos diários, tais como compras, vendas, pagamentos, recebimentos etc.

Registrando esses acontecimentos, a Contabilidade terá condições de fornecer informações sobre a situação do Patrimônio, sempre que solicitada.

FUNÇÕES

As principais funções da Contabilidade são: registrar, organizar, demonstrar, analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico.

Registrar: todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor monetário;

Organizar: um sistema de controle adequado à empresa;

Demonstrar: com base nos registros realizados, expor periodicamente por meio de demonstrativos, a situação econômica, patrimonial e financeira da empresa;

Analisar: os demonstrativos podem ser analisados com a finalidade de apuração dos resultados obtidos pela empresa;

Acompanhar: a execução dos planos econômicos da empresa, prevendo os pagamentos a serem realizados, as quantias a serem recebidas de terceiros, e alertando para eventuais problemas.

FINALIDADES

A finalidade básica da Contabilidade é o acompanhamento das atividades realizadas pela empresa, no sentido indispensável de controlar o comportamento de seus patrimônios, na função elaboração e comparação dos resultados obtidos entre períodos analisados.

A contabilidade faz o registro metódico e ordenado dos negócios realizados e a verificação sistemática dos resultados obtidos. Ela deve identificar, classificar e anotar as operações da entidade e de todos os fatos que de alguma forma afetam sua situação econômica, financeira e patrimonial.

Com esta acumulação de dados, convenientemente classificados, a Contabilidade procura apresentar de forma ordenada, o histórico das atividades da empresa, a interpretação dos resultados, e através de relatórios produzir as informações que se fizerem precisas para o atendimento das diferentes necessidades.

As finalidades fundamentais da Contabilidade referem-se à orientação da administração das empresas no exercício de suas funções. Portanto a Contabilidade é o controle e o planejamento de toda e qualquer entidade sócio-econômica.

Controle: a administração através das informações contábeis, via relatórios pode certificar-se na medida do possível, de que a organização está agindo em conformidade com os planos e políticas determinados.

Planejamento: a informação contábil, principalmente no que se refere ao estabelecimento de padrões e ao inter-relacionamento da Contabilidade e os planos orçamentários, é de grande utilidade no planejamento empresarial, ou seja, no processo de decisão sobre que curso de ação deverá ser tomado para o futuro.

Todo e qualquer levantamento de informações administrativas e gerenciais deve ter como alicerce a Contabilidade. Relatórios baseados em informações nas quais não são provenientes dos livros contábeis são meros especulativos, pois não refletem a realidade da empresa, não têm consistência, não têm amparo na escrituração, não podem ser usados como prova contábil, são inexatos.

Somente os dados retirados dos livros contábeis merecem boa-fé, tanto para fins comerciais, tributários, civis e principalmente para decisões judiciais.

ÁREAS DE ATUAÇÃO EM GERAL

Fiscal: auxilia na elaboração de informações para os órgãos fiscalizadores, do qual depende todo o planejamento tributário da entidade.

Pública: é o principal instrumento de controle e fiscalização que o governo possui sobre todos os seus órgãos. Estes estão obrigados à preparação de orçamentos que são aprovados oficialmente, devendo a Contabilidade pública registrar as transações em função deles, atuando como instrumento de acompanhamento dos mesmos. A Lei nº 4.320/64, constituindo-se na carta magna da legislação financeira do País, estatui normas gerais para a elaboração e controle dos orçamentos e balanços públicos.

Gerencial: auxilia a administração na otimização dos recursos disponíveis na entidade, através de um controle adequado do patrimônio e dos custos.

Financeira: elabora e consolida as demonstrações contábeis para disponibilizar informações aos usuários externos.

Auditoria: compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções e obtenção de informações, internas e externas, relacionadas com o controle do patrimônio, objetivando mensurar a exatidão destes registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes.

Perícia Contábil: elabora laudos em processos judiciais ou extrajudiciais sobre organizações com problemas financeiros causados por erros administrativos.

ÁREAS DE ATUAÇÃO ESPECÍFICA

Análise Econômica e Financeira de Projetos: elabora análises, através dos relatórios contábeis, que devem demonstrar a exata situação patrimonial de uma entidade.
Ambiental: informa o impacto do funcionamento da entidade no meio ambiente, avaliando os possíveis riscos que suas atividades podem causar na qualidade de vida local.

Atuarial: especializada na Contabilidade de empresas de previdência privada e em fundos de pensão.

Social: informa sobre a influência do funcionamento da entidade na sociedade, sua contribuição na agregação de valores e riquezas, além dos custos sociais.

Agrobusiness: atua em empresas com atividade agrícola de beneficiamento in-loco dos produtos naturais.

Math Editora

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Auditoria

Auditoria – Fortalecimento da Contabilidade

A Auditoria examina os bens, obrigações e documentos, com o objetivo de validar os saldos que constam no Balanço, emitindo ao final do trabalho o parecer acerca da adequação das Demonstrações Contábeis, face aos princípios fundamentais da Contabilidade e legislação pertinente.

É obrigação do auditor comunicar a administração da entidade auditada os erros ou fraudes encontrados, indicando os possíveis responsáveis, e sugerir medidas corretivas informando sobre possíveis efeitos no parecer.

Porém não pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros. Entretanto, deve planejar seu trabalho avaliando o risco de sua ocorrência, de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes na sua manifestação sobre os trabalhos realizados.

Portanto, a contratação de uma Auditoria Independente proporcionará à empresa maior segurança quanto aos saldos consignados na Contabilidade, bem assim a detecção de fraudes e erros. Além disso, a Auditoria previne incorreções trabalhistas, previdenciárias, tributárias, evitando o pagamento a maior ou indevido de tributos e verbas trabalhistas.

Além da tranqüilidade ao sócio e ao Administrador da empresa quanto à adequação da Contabilidade na sua administração, em eventual questionamento judicial o Auditor responde civil e criminalmente sobre o trabalho de Auditoria realizado na empresa, sendo responsabilizado perante aos sócios e terceiros pelos seus erros, negligências, falhas ou fraudes.

Conforme art. 1.070 do Novo Código Civil – Lei 10.406/2002, a empresa que constituir o Conselho Fiscal, este poderá escolher para assisti-lo no exame dos livros, dos balanços e das contas, contabilista legalmente habilitado, mediante remuneração aprovada pela assembléia dos sócios.

O próprio Código Civil recomenda a contratação de um Auditor, porém não o exige.

Maph Editora (Brasil)

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Classificação contábil

Classificação contábil - Procedimentos básicos

As empresas que não atingiram um grau de informatização mais adiantado ainda realizam o processo manual de classificação, no qual o classificador deve conhecer o documento, a operação envolvida e dominar o plano de contas para poder identificar os códigos e as respectivas contas a serem debitadas e creditadas.

Qualquer que seja o processo adotado (informatizado ou manual), os elementos básicos necessários à correta classificação contábil não podem ser esquecidos. Quando se utiliza o meio eletrônico, mesmo não havendo a função específica de classificador contábil, o programa utilizado possui uma espécie de “classificação” pré-programada, cujas exigências também devem atender regras básicas de contabilidade.

Dessa forma, assim como os programadores e operadores de sistemas descentralizados de registro, o classificador contábil deve se atentar aos elementos básicos de classificação e registro contábil, tais como:

a) identificação da entidade (empresa, sociedade etc.) a que se refere o lançamento, principalmente quando seu setor presta serviços internos a mais de uma empresa do grupo;

b) ter pleno conhecimento do fato a ser registrado;

c) ser capaz de identificar e interpretar a natureza do fato;

d) conhecer os elementos patrimoniais ou de resultado envolvidos no fato;

e) estar de posse do documento que dá suporte ao lançamento;

f) conhecer os valores monetários a serem debitados e creditados em cada conta;

g) indicar local e data do lançamento;

h) indicar a(s) conta(s) a ser (em) debitada(s);

i) indicar a(s) conta(s) a ser (em) creditada(s);

j) descrever corretamente o fato no histórico, livre ou padronizado.

Maph Editora

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Função Financeira II

Objectivos e limites da função financeira

Na perspectiva de Santos (1981) a teoria financeira é uma aplicação da teoria micro económica da empresa cujo objectivo é o da maximização do lucro. No entanto é do nosso conhecimento que o conceito de lucro não é nem muito operacional, nem tão pouco proeminente quando o objectivo é essencialmente os fluxos de caixas. Assim, segundo o mesmo autor o supracitado principio foi substituído pelo da maximização das riquezas dos accionistas, que deve ser entendido como o valor actual dos fluxos de caixa.

De acordo com a famosa teoria de agência, o princípio de maximização de valor da empresa, como objectivo da função financeira é claramente posto em causa. Isso resulta da necessidade de compatibilização dos vários interesses na empresa dos seus stakeholders e pelo princípio da racionalidade limitada, onde as pessoas tomam decisões racionais apenas em relação aos aspectos da situação que conseguem perceber e interpretar. O autor acima referido, alega que o objectivo da gestão e da função financeira passou a ser “a criação de valor para o accionista”.

Nesta óptica, Santos (1981) chama atenção para a necessidade de exame dos efeitos financeiros das decisões tomadas na empresa em duas vertentes complementares, a da rentabilidade e a do risco.

No que concerne às limitações da análise e função financeira, importa chamar a tenção que estas reflectem apenas a óptica financeira. Porém, a natureza dos problemas de uma empresa não se resume unicamente aos aspectos financeiros. Sendo assim, devemos concordar com a Alexandra et all (1987) ao defender que a fonte de criação de valor da empresa não é a sua situação financeira, mas sim a sua “vantagem competitiva” no trinómio tecnologia/mercado/produto. Na mesma linha de pensamento temos o Neves (1996) que advoga que a rentabilidade é um imperativo necessário mas não suficiente à sobrevivência e desenvolvimento da empresa.

Uma outra limitação deriva do facto de que os resultados da aplicação dos métodos e técnicas propostos pela teoria financeira dependem da qualidade e da fiabilidade da informação utilizadas, das previsões e dos pressupostos em que se baseiam.

Tatiana Tavares

In: Monografia ISCEE – Maio.2007

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Função Financeira

Para Borges et all (2002), a função financeira corresponde aos esforços despendidos objectivando a formulação de um esquema que seja adequado à maximização dos retornos dos proprietários das acções ordinárias da empresa, ao mesmo tempo em que possa propiciar a manutenção de um certo grau de liquidez.

Na verdade a função financeira dentro de uma empresa está directamente relacionada com a decisão de se fazer um investimento ou de recorrer a um financiamento, sem esquecer que estas duas funções principais estão interligadas. Por outro lado, todas as outras funções dentro de uma empresa com fins lucrativos visam maiores rendimentos, lucros ou investimentos, etc., tudo que necessitam de um certo cálculo financeiro.

Como todas as actividades de uma empresa exigem utilização de fundos, a função do administrador financeiro é de vital interesse para os diferentes sectores da administração empresarial. Uma vez que o administrador financeiro actua na distribuição dos recursos na firma, os métodos e as políticas por ele recomendados deverão ser minuciosamente estudados pelos economistas

Tatiana Tavares

In: Monografia ISCEE – Maio.2007

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Análise das DF

Objectivos da análise das Demonstrações Financeiras (DF)

A análise das DF consiste em aplicar ferramentas e técnicas analíticas às DF e a outros dados relevantes com o objectivo de obter informação util…

A informação espelha os resultados ou consequências das anteriores decisões da gestão. Adicionalmente, a informação é utilizada para fazer previsões que possam ter um efeito directo nas tomadas de decisão por diferentes utentes das DF.

Os investidores de uma empresa, actuais e potenciais, estão ambos interessados na futura habilidade dessa companhia em obter receitas – a sua “profitability”…

O histórico dos proveitos da empresa é o ponto lógico de partida para a previsão de ganhos futuros.

Às vezes as entidades externas estão interessadas em prever a solvabilidade de uma empresa mais do que a sua “profitability”… Liquidez é o estado de possuir activos líquidos, tais como dinheiro e outros activos que serão rapidamente convertidos em dinheiro.

Dívidas a curto prazo devem ser pagas rapidamente, por isso activos líquidos devem estar disponíveis para o seu pagamento…

Os credores a longo prazo estão interessados na Solvabilidade da companhia a longo prazo. Uma empresa normalmente considera-se solvente quando os seus activos excedem os débitos para que tenha um “sotckholders’ equity” positivo…

Accounting Principles (1987 Special Edition)

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Syscoa

Système comptable Ouest Africain - Sommaire

I. ÉTATS FINANCIERS

SYSTÈME NORMAL

  • Bilan
  • Compte de résultat
  • Tableau financier des ressources et des emplois
  • État annexé, liste des informations
  • État annexé, tableaux 1 à 11

SYSTÈME ALLÉGÉ

  • Bilan
  • Compte de résultat
  • État annexé, liste des informations

II. CADRE COMPTABLE

  • Comptes de bilan
  • Comptes de gestion
  • Comptes des engagements hors bilan
  • Comptes de la comptabilité analytique de gestion

III. LISTE DES COMPTES

  • Comptes de bilan (classes 1 à 5)
  • Comptes de gestion (classes 6 à 8)
  • Comptes des engagements hors bilan et de la comptabilité analytique de gestion (classe 9)

IV. TABLEAUX DE CORRESPONDANCE POSTES-COMPTES

  • Système normal (Bilan ; Compte de résultat)
  • Système allégé (Bilan ; Compte de résultat)
Fonte: Afrikinfo


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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

DFC

Demonstração de Fluxos de Caixa

Sendo um dos mapas mais recentes na lista dos documentos de prestação de contas, destaca-se pela qualidade da informação (simples e concisa) que disponibiliza aos utilizadores da informação financeira. De salientar que a sua obtenção é bastante facilitada em sistemas informáticos de tratamento de dados contabilísticos, o que leva a que seja um mapa de fácil implementação na contabilidade.

A Comissão de Normalização Contabilística publicou a Directriz Contabilística número 14 (i) com a finalidade de introduzir em Portugal normalização sobre este documento. Apresenta o documento com três componentes fundamentais identificadas com os três tipos de actividade da empresa que originam os fluxos, a saber:

  • Actividades operacionais “…indicador da capacidade da empresa gerar meios de pagamentos suficientes para manter a capacidade operacional, reembolsar empréstimos, pagar dividendos e fazer investimentos de substituição sem ter que recorrer a capitais alheios…”
  • Actividades de investimento “… representa a extensão dos dispêndios feitos para obtenção de recursos que tenham em vista gerar resultados e fluxos de caixa futuros.”
  • Actividades de financiamento “… permite estimar as necessidades de meios de pagamento e de novas entradas de capital, bem como proporcionar aos financiadores informação sobre a capacidade de serem reembolsados.”

A directriz acima referida propõe dois métodos para a obtenção dos dados, a saber:

  • Método directo “… em que são divulgados os principais componentes dos recebimentos de caixa e dos pagamentos de caixa, termos brutos, permitindo aos utentes compreender o modo como a empresa gera e utiliza os meios de pagamento.”
  • Método indirecto “… o resultado líquido do exercício é ajustado por forma a excluírem-se os efeitos de transacções que não sejam a dinheiro, acréscimos ou deferimentos relacionados com recebimentos ou pagamentos passados ou futuros e contas de proveitos ou custos relacionados com fluxos de caixa respeitantes às actividades de investimento ou de financiamento.”

“Tradicionalmente, as contas publicadas pelas empresas incluíam o Balanço, a DR e, eventualmente, o Mapa de Origem e Aplicação de Fundos (MOAF). Hoje este documento perdeu importância relativa face à Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) ou Mapa de Tesouraria. A grande diferença entre eles é que enquanto o MOAF coloca-se na óptica dos fundos circulantes (activos de curto prazo), a DFC foca-se exclusivamente nas disponibilidades (caixa, depósitos e títulos negociáveis).

A Demonstração dos Fluxos de Caixa completa a informação apresentada no Balanço e Demonstração de Resultados, salientando os recebimentos e os pagamentos realizados durante o período em análise. Este documento não se encontra sujeito às políticas de amortizações e provisões (o que o torna mais objectivo) e permite ao analista externo detectar mais facilmente quer o potencial de negócio, quer as necessidades graves de tesouraria e potenciais falências.” (ii)

De salientar que este documento é tratado também pela Norma internacional de Contabilidade nº 7 “Cash Flow Statements” da International Accounting Standard Board.

Notas:

(i) CNC - Directriz contabilística nº 14 – Demonstração dos Fluxos de Caixa

(ii) www.neotec.gov.pt


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Demonstração de resultados

Actualmente, é pacífico a aceitação de dois modelos de demonstração de resultados: por natureza e por funções. Em Cabo Verde, à semelhança do que acontecia anteriormente noutros países, a prática é utilizar-se a demonstração por natureza. Contudo, o Plano Nacional de Contabilidade prevê a demonstração por funções na lista dos documentos a serem elaborados/apresentados (i). A tendência actual é para utilizar a demonstração por funções, uma vez que espelha uma informação com maior qualidade.

“A demonstração dos resultados por funções, quando apresentada juntamente com as demais demonstrações financeiras, contribui para os objectivos destas ao divulgar de forma específica os componentes do resultado líquido que sejam significativos para uma avaliação do desempenho da entidade.

A estrutura a adoptar deve conduzir à determinação dos resultados pelos seguintes níveis:

  • Resultados brutos;
  • Resultados operacionais;
  • Resultados correntes (antes e depois de impostos);
  • Resultados extraordinários (antes e depois de impostos);
  • Resultados líquidos;
  • Resultados por acção.

De notar que estes resultados respeitam a uma classificação por funções, pelo que terão, normalmente, conteúdos e expressões numéricas diferenciados dos que constam da demonstração dos resultados por naturezas, muito embora conduzam ao mesmo resultado líquido…

Resultados não usuais por natureza ou de ocorrência não frequente, mas não satisfazendo simultaneamente ambas as condições, quando materialmente relevantes, são de considerar em linha separada a seguir a “Ganhos (perdas) em outros investimentos”. São exemplos destes resultados: quebras anormais em existências, perdas em dívidas a receber, ganhos em dívidas a pagar, flutuações cambiais e ganhos e perdas derivados da alienação de imobilizações…

Os resultados (líquidos de impostos) relativos a actividades ou divisões em processo de descontinuação ou já descontinuadas, devem ser explicitados em linha separada antes de “Resultados extraordinários”.” (ii) De salientar que a directriz refere no seu ponto 3.10 as duas situações especiais acima referidas, bem como a introdução do ponto 3.11 sobre os resultados por acção. Não concordo com a inclusão de uma (única) linha de informação sobre os resultados por acção. Estou em crer que se deveria individualizar alguma informação mais evidente para os detentores do capital e para os eventuais investidores. Contamos apresentar mais tarde um quadro com as informações aqui referidas.

Para o Plano Geral de Contabilidade (PGC), “a estrutura da demonstração de resultados visa a prossecução de um duplo objectivo, materializado na apresentação das contas de custos e proveitos segundo a sua natureza, por um lado, e, por outro, a de possibilitar, de modo fácil e expedito, distinguir os resultados correntes dos resultados extraordinários, e bem assim conhecer, de entre os primeiros, os provenientes da actividade operacional e da actividade financeira.” (iii)

“A análise da demonstração dos resultados – quer por natureza, quer por funções –, e a demonstração dos fluxos de caixa permitem uma leitura sobre a forma como o resultado foi criado e quais as actividades que geram cash. O anexo às contas deverá dar as informações adicionais e suportar as bases com que os documentos foram preparados…

Por Funções: os custos e proveitos são agregados evidenciando as funções clássicas da empresa tais como produção, distribuição, áreas administrativa e financeira. Esta agregação implica que as empresas possuam um sistema de contabilidade analítica.” (iv)

(i) Introdução técnica geral ao Plano Nacional de Contabilidade, aprovado pelo Decreto 4/84 de 30 de Janeiro.

(ii) DC 20 Comissão de normalização contabilística – Portugal.

(iii) Decreto 36/2006 – Conselho de Ministros - Moçambique

(iv) www.neotec.gov.pt

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O Balanço

Pode-se afirmar sem sombra de dúvidas que é o documento “por excelência” da prestação de contas. A maioria das pessoas não hesitaria em afirmar que é o documento mais importante na contabilidade. Tanto é que o termo “balanço” é utilizado muitas vezes para, genericamente, designar a elaboração e apresentação de contas.

Segundo o Plano Oficial de Contabilidade (POC) de Portugal, “diferentemente do critério anterior, que classificava os elementos do activo exclusivamente segundo a sua natureza, passou-se a atender também ao seu destino ou aplicação.

Esta classificação teve consequências na classificação dos investimentos financeiros, como seja o caso dos prédios de rendimento, que deixam de figurar no imobilizado corpóreo.

Relativamente aos adiantamentos, atendeu-se à sua natureza monetária e não monetária e também ao seu destino. A inclusão das quantias correspondentes ao exercício anterior vem ainda contribuir para melhorar a informação proporcionada.

Procurou-se também introduzir melhorias com a supressão do desenvolvimento dos “resultados transitados” por exercícios e da indicação do imposto sobre o rendimento do exercício, uma vez que essa informação consta da demonstração de resultados.” (i)

Para o Plano Geral de Contabilidade (PGC) de Moçambique, “a estrutura do balanço reflecte as tendências actuais de as contas serem dispostas por ordem crescente de realização dos valores activos e de exigibilidade dos valores passivos, e bem assim a de permitir a comparabilidade dos valores nele inscritos relativamente ao exercício anterior.” (ii)

Já o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) do Brasil, referia que “o Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, o Património e o Património Líquido da Entidade.” (iii) Esta mesma entidade veio alterar este conceito, passando a ter a seguinte redacção: “o Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade (iv).” (v)

(i) Fonte: www.contabilista.biz

(ii) Decreto 36/2006

(iii) Resolução CFC nº 847/99

(iv) Sublinhado pelo autor

(v) Resolução CFC nº 1.049/05

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Inflação II

A inflação e seu efeito no valor da empresa (II)

As empresas não estão alheias aos efeitos da perda do poder aquisitivo da moeda. Resumidamente, podemos inventariar os principais efeitos resultantes da inflação no património das empresas:

Nos activos circulantes

As disponibilidades e os créditos concedidos a terceiros perdem uma parte do seu real valor. Não será possível com o mesmo quantitativo em dinheiro adquirir, um ano depois, a mesma quantidade de um determinado produto ou serviço.

De uma forma geral, a empresa perde no capítulo das existências - A menos que a empresa utiliza o critério LIFO (os últimos a entrarem são os primeiros a saírem) como critério de registo das saídas de armazém. Critérios de registo de saídas como o FIFO – Os primeiros a entrarem são os primeiros a saírem - e Custo Médio Ponderado obrigam a que os produtos saíam do armazém a custos que não permitem a reposição dos stocks. Desta forma os lucros são maiores criando possibilidades de pagamento de impostos e distribuição de dividendos indevidos descapitalizando, em certa medida, a empresa. Por outro lado, verifica-se em simultâneo um incremento nas necessidades financeiras para reposição de stocks que diariamente aumentam de preços. Os efeitos conjugados deste processo, a longo prazo, podem pôr em risco a liquidez da empresa.

Nos passivos circulantes

Salvo os casos em que se contrata a indexação de taxas, a inflação provoca um ganho efectivo.

Imobilizados fixos

Sendo bens que pela sua natureza permanecem mais tempo na empresa é neste grupo de activos onde os efeitos da inflação mais se fazem sentir.

Mensuradas pelo custo histórico, as demonstrações financeiras produzidas não transmitem uma imagem verdadeira e apropriada da empresa pois incluem activos que, numa hipotética reaquisição no mercado, nas condições em que se encontrarem à data da elaboração destas demonstrações, a empresa teria que pagar um preço superior ao respectivo valor escriturado.

Por outro lado estes activos estão sujeitos a amortização. De certa forma, poderemos dizer que estes funcionam como uma espécie de reserva que permitirá a empresa reinvestir no fim da vida útil do bem. Porque, entretanto, registou-se um aumento dos preços dos activos e as amortizações foram calculadas com base nos preços de aquisição ou de produção, esta “reserva” não será suficiente para a empresa adquirir um bem com as mesmas características. Torna-se necessário derrogar o princípio do custo histérico para se poder apresentar demonstrações financeiras fiáveis e comparáveis.

Nos Resultados

O impacto nos stocks e a subavaliação dos custos de amortização levam a que a empresa tenha resultados superiores ao real o que conduz a pagamento de impostos indevidos. Mediante a política de distribuição de resultados que a empresa seguir poderá ocorrer uma descapitalização por via de distribuição de resultados que na realidade não existiram.

Autor: Adelino Fonseca

in: Monografia Licenciatura ISCEE - Mai.2007


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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Plano de Contas - Angola II

1 - Introdução:

A fim de orientar o processo de reconhecimento das operações e outros acontecimentos, simplificar o controlo dos registos efectuados e facilitar a consulta de saldos e quantias para efeitos de preparação das componentes das Demonstrações financeiras, optou-se pela sistematização e codificação das rubricas a usar na elaboração dos registos contabilísticos.

Com vista à harmonização, devem ser adoptados os quadros e listas de contas constante deste Plano e respeitadas as disposições gerais a seu respeito.


2 - Disposições gerais:

2.1 Classe 0 – Contas de Ordem:

Esta classe é de uso facultativo.

Contudo, sugere-se o seu uso para controlo de situações de direitos e responsabilidades da entidade para com terceiros e de terceiros para com a entidade, que de momento não afectam o seu património mas que no futuro o podem afectar, e que facilitem a respectiva divulgação nas Notas às Contas.


2.2 Classes 1 a 8 - Contabilidade Geral:

Estas classes são de uso obrigatório sempre que existam factos ou acontecimentos que pela sua natureza devam nelas ser registados.

Como regra geral não devem ser efectuadas alterações na disposição, nomenclatura e códigos de contas das rubricas constantes de cada uma das classes, sob pena de tais alterações poderem vir a pôr em causa os objectivos com que foram criadas.

Contudo, a título excepcional, são permitidas alterações desde que daí não venha a resultar qualquer prejuízo para a elaboração das demonstrações financeiras nos termos definidos neste Plano.

Podem ser efectuados desenvolvimentos de sub-rubricas de acordo com o que se considerar mais apropriado face à realidade da entidade.

As linhas em branco constantes destas classes podem ser substituídas pela nomenclatura considerada apropriada nas circunstâncias.


2.3 Classe 9 - Contabilidade Analítica:

Esta classe é de uso facultativo o qual dependerá da necessidade sentida pela empresa e da ponderação do binómio custo/benefício.

Contudo, recomenda-se o seu uso para empresas industriais onde o apuramento dos custos de produção se torne moroso e difícil de executar por outra via.


Fonte: www.glc.co.ao


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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Inflação

A inflação e seu efeito no valor da empresa

A inflação é entendida como uma perda do poder aquisitivo da moeda manifestada através do aumento generalizado dos preços. Na sua forma extrema, os preços podem aumentar tanto que as pessoas deixam de reter dinheiro, dada a rapidez com que diminui o seu poder de compra. Um bom exemplo pode ser o ocorrido na Alemanha nos anos de 1922 e 1923, após a primeira guerra mundial. Na década de 80 temos os países da América Latina também com elevadas taxas de inflação.

Associadas a esta questão temos quatro teorias sobre a origem da inflação: (i) a quantitativa (ii) a keynesiana (iii) a de custos (iv) e a estrutural.

Há diversos índices que se utilizam para medir a inflação. Para aferir a variação dos preços dos produtos no consumidor final normalmente usa-se o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), tomando por base um cabaz com diversos produtos de consumo de uma família-padrão para toda a sociedade ou certa classe.

Autor: Adelino Fonseca

in: Monografia Licenciatura ISCEE - Mai.2007

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Plano de contas - Angola

Em Angola, já existe alguma norma sistematizada pelo Decreto 82/01 de 16 de Novembro, que regula a contabilidade, donde se destacam os seguintes aspectos:

  • Demonstrações Financeiras;
  • Notas às contas;
  • Notas ao Balanço;
  • Notas à Demonstração de Resultados;
  • Outras notas relacionadas com a posição financeira e os resultados das operações;
  • Notas à Demonstração dos Fluxos de Caixa;
  • Políticas Contabilísticas;
  • Lista de contas;
Salienta-se que se trata de um plano com uma disposição diferente das contas, em relação aos planos utilizados em outros países. Quis-se aqui reflectir nas contas um aspecto prático na ordem em que as contas estão dispostas. Daí que apareça o imobilizado na classe 1, em vez do que já é habitual nalguns países colocar na classe 4. Eis as classes constantes desse plano:

Contas de ordem:

0. Contas de ordem

Contabilidade geral

1. Meios fixos e investimentos

2. Existências

3. Terceiros

4. Meios monetários

5. Capital e reservas

6. Proveitos e ganhos por natureza

7. Custos e perdas por natureza

8. Resultados

Contabilidade analítica

9. Contabilidade analítica

De notar que as classes 0 e 9 são de uso facultativo. O plano não apresenta nenhuma sugestão de desdobramento, o que constitui uma lacuna para este plano.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Custeio ABC

O Activity Based Costing assenta-se nas seguintes ideias.

· Em primeiro lugar, criar, produzir e distribuir produtos/serviços exige que várias actividades sejam levadas a cabo.

· Desenvolver essas actividades exige que recursos sejam comprados e consumidos.

· Comprar e consumir recursos origina custos a serem incorridos.

Vendo as coisas no sentido inverso, a lógica do ABC é que:

· Os recursos geram custos

· As actividades consomem recursos e

· Os produtos/serviços consomem as actividades.

Sendo assim, as actividades de uma entidade são identificadas, depois os custos são alocados a essas actividades (ou direccionadores de custos de actividade) com base nos recursos que elas exigem. Depois disso, os custos são afectos, ou alocados a partir de cada um desses direccionadores de custo de actividade aos produtos/serviços da companhia proporcionalmente às demandas que cada produto/serviço requer de cada actividade. No ABC, uma medida do volume de actividade relevante é usada para alocar cada tipo de custos, em vez de utilizar exclusivamente medidas (ou bases de alocação) relacionadas com o volume dos productos/serviços produzidos. Utilizando esta lágica, o ABC tenta resolver os problemas originados pelo custeio tradicional ou métodos de custeio das existências. A lógica ABC encontra-se ilustrada na figura abaixo.



Fonte: www.maaw.info

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Contabilidade de gestão

A nível da formação académica, sugerimos o site Management and Accounting Web, pela sua simplicidade e multiplicidade de temas tratados. Estamos em crer que o facto de ser em inglês não seja exactamente um entrave a uma navegação cuidada ao site.

Na sua introdução podemos encontrar os seguintes trechos:

“MAAW é um projecto contínuo para catalogar a literatura contabilística dos ultimos 100 anos. O site permite acesso gratuito a qualquer internauta e é particularmente útil a estudantes, pesquisadores e técnicos interessados no campo eclético da contabilidade de gestão...

Alguns tópicos incluem várias páginas como subtemas, ilustrações, links para outros sites e uma lista de questões relacionadas com cada matéria…

O site vem mostrar que os tópicos relacionados com a contabilidade e gestão representam um grande plano e uma área de estudo muito importante para os interessados nos negócios em geral, e também os interessados em contabilidade e gestão…”

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

eCommerce

A seguir a pergunta do mês referente ao site ABCcommerce.

(...) A internet trás a facilidade de se poder buscar uma enorme quantidade de preços para um mesmo produto bem rápido e sem perder muito tempo. Nesse ambiente é possível fidelizar um cliente tendo como partida que seu serviço é apenas virtual e ele não tem, nem terá conhecimento ou contacto físico, para avaliar ou ter uma experiência sobre aquela loja? E no modelo C2C é possível fidelizar um cliente? (...)

Fidelização consiste em criar um relacionamento positivo com o cliente de forma que não haja interesse, ou disposição, deste em procurar outro fornecedor. Ocorre que em tempos de Internet, no qual a informação e a concorrência são muito acentuadas, é mais difícil manter um cliente. Isso não decorre da ausência do contacto presencial, mas sim da facilidade que os clientes têm em aceder e comprar a outros fornecedores. Isso faz parte do jogo da Internet, é bom para os consumidores e, portanto, é bom para todo o mercado. Além disso, uma loja virtual pode, e deve, oferecer um atendimento diferenciado aos seus clientes em termos de facilidade de navegação, exposição clara e objectiva dos produtos, suporte eficiente, entre outros, sempre cuidando para manter seus preços no patamar mais baixo possível. No caso do C2C - venda de consumidor para consumidor -, a questão preço se torna ainda mais crucial, pois geralmente as transacções são feitas em um ambiente comum a todos os fornecedores, como é o caso do Mercado Livre, o que aumenta a competição por melhores preços. Além disso, os compradores sabem que podem encontrar boas ofertas e vão sedentos em sua busca.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sistema contabilístico e controlo interno

A gestão é responsável pela manutenção de um sistema contabilístico adequado incorporando vários controlos internos na extensão apropriada à dimensão e natureza da empresa. O revisor/auditor necessita de segurança razoável de que o sistema contabilístico é adequado e de que toda a informação contabilística que deva ser registada, o foi de facto.

Sistema Controlo Interno é o plano de organização e de todos os métodos e procedimentos adoptados pela gestão de uma entidade para auxiliar e atingir o objectivo de assegurar, tanto quanto for praticável, a metódica e eficiente conduta dos seus negócios, incluindo a salvaguarda dos activos, a precisão e plenitude dos registos contabilísticos e a atempada preparação de informação financeira fidedigna.

o controlo interno visa assegurar:

a) A confiança e a integridade da informação;

b) A conformidade com as políticas, planos, procedimentos, leis e

Regulamentos;

c) A salvaguarda dos activos;

d) A utilização económica e eficiente dos recursos;

e) A realização dos objectivos estabelecidos para as operações ou

programas.

O Sistema contabilístico é o conjunto de tarefas e procedimentos que permitem que todas as transacções da empresa se reflictam nas demonstrações financeiras.

O sistema contabilístico tem 3 vertentes:

1. Contabilidade Geral;

2. Contabilidade Analítica;

3. Contabilidade Orçamental.


Fonte: www.esfgabinete.com/contents/temas/contabilidade/AUDITORIA.doc

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PCGA

Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites (ponto 4 do POC – Plano Oficial de Contabilidade - Portugal)

Com o objectivo de obter uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados das operações da empresa, indicam-se seguidamente os princípios contabilísticos fundamentais.

  • Da continuidade

Considera-se que a empresa opera continuadamente, com duração ilimitada. Desta forma, entende-se que a empresa não tem intenção nem necessidade de entrar em liquidação ou de reduzir significativamente o volume das suas operações.

  • Da consistência

Considera-se que a empresa não altera as suas politicas contabilísticas de um exercício para o outro. Se o fizer e a alteração tiver efeitos materialmente relevantes, esta deve ser referida de acordo com o anexo (nota 1).

  • Da especialização (ou do acréscimo)

Os proveitos e os custos são reconhecidos quando obtidos ou incorridos, independentemente do seu recebimento ou pagamento, devendo incluir-se nas demonstrações financeiras dos períodos a que respeitam.

  • Do custo histórico

Os registos contabilísticos devem basear-se em custos de aquisição ou de produção, expressos quer em unidades unitárias nominais, quer em unidades monetárias constantes.

  • Da prudência

Significa que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as estimativas exigidas em condições de incerteza sem, contudo, permitir a criação de reservas ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de activos e proveitos por defeito ou de passivos e custos por excesso.

Devem também ser reconhecidas todas as responsabilidades ocorridas no período em causa ou num período anterior, mesmo que tais responsabilidades apenas se tornem patentes entre a data a que se reporta o balanço e a data em que este é elaborado.

  • Da substância sobre a forma

As operações devem ser contabilizadas atendendo à sua substância e à realidade financeira e não apenas à sua forma legal.

  • Da materialidade

As demonstrações financeiras devem evidenciar todos os elementos que sejam relevantes e que possam afectar avaliações ou decisões pelos utentes interessados.

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